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JÚLIO POMAR e a sua grande Influência na Arte.
Júlio Pomar (1926-2018) foi um dos mais aclamados e multifacetados artistas portugueses. Nascido em Lisboa, a sua longa e prolífica carreira atravessou diferentes fases e movimentos, afirmando-o como uma figura central na renovação da arte moderna e contemporânea em Portugal.2 A sua obra abrange pintura, desenho, escultura, gravura, cerâmica e escrita.
Pomar frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e, posteriormente, as Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL) e do Porto (ESBAP). A sua passagem pela academia foi conturbada, marcada pela oposição ao regime do Estado Novo e pela recusa do academismo.
Na década de 1940, emergiu como a figura central do movimento Neorrealista em Portugal. A sua arte, nesta fase, era uma poderosa ferramenta de intervenção social e política. A obra “O Almoço do Trolha” (1946-50) tornou-se o manifesto visual deste movimento. A sua militância política levou-o a ser preso pela PIDE por quatro meses.
Em 1963, Pomar mudou-se para Paris, o que marcou um ponto de viragem decisivo na sua carreira. Afastou-se gradualmente da estética neorrealista e da pintura como arma de combate, iniciando uma exploração de novas linguagens. A sua obra tornou-se mais gestual e livre, abordando temas como a tauromaquia, o erotismo, retratos e variações sobre obras de mestres clássicos como Ingres e Courbet.
A sua obra foi exposta de forma contínua ao longo de mais de 70 anos, nas mais prestigiadas instituições nacionais e internacionais.
Júlio Pomar recebeu as mais altas distinções do Estado Português e do mundo da arte.
O seu legado é o de um artista em permanente inquietação e transformação, cuja obra reflete as tensões sociais, políticas e estéticas do seu tempo, mantendo sempre uma extraordinária vitalidade e capacidade de se reinventar.
Na galeria CNAP poderá encontrar algumas das suas melhores serigrafias.