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Nikias Skapinakis foi um dos nomes mais marcantes da pintura portuguesa do século XX e início do XXI, conhecido pela sua obra vasta e multifacetada. Nascido em Lisboa em 1931, de ascendência grega, faleceu na mesma cidade em 2020, deixando um legado artístico de mais de sete décadas.
Skapinakis iniciou a sua formação frequentando o curso de Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa. No entanto, a sua paixão pela pintura falou mais alto, e ele abandonou a arquitetura para se dedicar integralmente à arte, uma atividade que manteve de forma consistente ao longo de toda a sua vida. Começou a expor precocemente, em 1948, nas Exposições Gerais de Artes Plásticas.
Além da pintura a óleo, a sua atividade dominante, Nikias Skapinakis também se dedicou à litografia, serigrafia e ilustração de livros, como “Quando os Lobos Uivam”, de Aquilino Ribeiro, e “Andamento Holandês”, de Vitorino Nemésio. Publicou igualmente textos de intervenção crítica em diversos jornais e revistas.
A obra de Nikias Skapinakis foi amplamente exibida em exposições individuais e coletivas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Representou Portugal na IV Bienal de São Paulo e as suas obras são parte de coleções importantes como a da Fundação Calouste Gulbenkian e do Museu Nacional de Arte Contemporânea.
Algumas das suas exposições mais relevantes incluem:
1972: Retrospectiva de 20 anos de pintura (1952-72), Centro Gulbenkian, Paris.
1985: Antologia de pintura na Fundação Gulbenkian – CAM, Lisboa.
1996: Retrospectiva de retratos (1955-74) no Museu do Chiado, Lisboa.
2000: “Prospectiva (1966-2000)” na Fundação de Serralves, Porto.
2006: “Quartos Imaginários” na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa.
2012: Uma grande exposição antológica, “Presente e Passado, 2012-1950”, no Museu Coleção Berardo, Lisboa, que abrangeu grande parte da sua vasta produção artística.
Nikias Skapinakis foi distinguido com vários prémios ao longo da sua carreira, que atestam a relevância da sua obra no panorama artístico português:
Prémio Autores de 2013, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
Foi também agraciado como Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (GOSE), uma importante condecoração portuguesa que reconhece méritos literários, científicos e artísticos.
A sua contribuição para a arte contemporânea portuguesa é inegável, com obras que se destacam pela diversidade de temas, técnicas e períodos, e que continuam a ser objeto de estudo e admiração.