Descrição
José de Guimarães – serigrafia assinada, numerada 43/99 Dim. 70 x 83 cm; com moldura – 81 x 97 cm.
José de Guimarães é uma figura central da arte moderna e contemporânea portuguesa. Nascido em Guimarães, em 1939, é um artista multifacetado, cuja obra abrange pintura, escultura e arte pública, reconhecida internacionalmente pela sua linguagem única que cruza a vanguarda europeia com a estética das culturas africanas e orientais.
Formação e Influências
A sua formação é singular. Frequentou a Academia Militar e licenciou-se em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa. A sua “verdadeira” formação artística, no entanto, deu-se fora da academia. Entre 1967 e 1974, viveu em Angola, onde realizou um profundo estudo da arte e da cultura etnográfica africana. Este período foi decisivo e transformador, levando-o a criar um “alfabeto” de símbolos e formas vibrantes que se tornaria a assinatura do seu trabalho.
Exposições (Seleção)
Com uma carreira que se estende por mais de seis décadas, José de Guimarães expôs o seu trabalho nos mais prestigiados palcos da arte mundial.
Bienais Internacionais:
- Representou Portugal na Bienal de Veneza.
- Participou múltiplas vezes na Bienal de São Paulo (Brasil), onde o seu trabalho obteve grande reconhecimento.
- Bienal de Paris, França.
Exposições Individuais e Retrospectivas:
- A sua obra foi objeto de grandes exposições retrospectivas em instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), o Museu de Serralves (Porto) e o Centro Cultural de Belém (Lisboa).
- Teve importantes mostras individuais em museus e galerias por todo o mundo, incluindo no Japão, Bélgica, França, Brasil, Espanha e Estados Unidos.3
- O Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), inaugurado em 2012 na sua cidade natal, é um espaço inteiramente dedicado ao seu universo, exibindo não só as suas obras, mas também a sua vasta coleção de arte africana, pré-colombiana e chinesa.
Prémios e Distinções (Seleção)
O seu contributo para a arte foi amplamente reconhecido com as mais altas distinções nacionais e internacionais.
- Grande Prémio da XVI Bienal de São Paulo (1981).
- Prémio Nacional de Artes Plásticas (1989).
- Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1990), uma das mais altas condecorações do Estado Português.
- Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA) (2009).
- Ordem do Sol Nascente, atribuída pelo Imperador do Japão (1995), um reconhecimento raro que destaca a sua forte ligação e influência no país.
O seu legado é o de um artista-viajante e antropólogo, que criou uma ponte entre culturas, resultando numa obra universal, colorida e profundamente humanista.
