Descrição
Manuel Cargaleiro – 54 x 44 cm “Edições Atlântico-1984″ Integrava o album ” Cargaleiro – Trinta anos de pintura” Edições Atlântico de 1984.
Manuel Cargaleiro (1927 – 2024)
Manuel Alves Cargaleiro foi um pintor e ceramista português de renome internacional, reconhecido como uma figura incontornável da arte contemporânea. Mestre da cor e da luz, destacou-se pela forma como reavivou e elevou a tradição da azulejaria portuguesa.
Origens e Formação: Nasceu a 16 de março de 1927 em Chão das Servas (Vila Velha de Ródão). Inicialmente ingressou na Faculdade de Ciências de Lisboa, mas abandonou a área científica para se dedicar às artes, estudando na Escola de Belas-Artes.
Estilo e Obra: A sua obra caracteriza-se pelo uso vibrante da cor, pela geometria e por uma linguagem abstrata e lírica. Embora fosse um pintor exímio, foi na cerâmica que encontrou uma das suas maiores expressões, modernizando o azulejo tradicional.
Carreira Internacional: Em 1957, mudou-se para Paris com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, cidade onde fixou residência e ateliê durante grande parte da sua vida. Manteve sempre uma forte ligação a Portugal e também a Itália, especificamente a Vietri sul Mare, onde existe a Fondazione Museo Manuel Cargaleiro.
Legado Público: Deixou uma vasta obra pública, onde se destacam os painéis de azulejos na estação de metro Champs-Élysées – Clemenceau (Paris) e a intervenção artística na Estação de metro Colégio Militar/Luz
Em 1990, criou a Fundação Manuel Cargaleiro em Castelo Branco para preservar e divulgar o seu espólio.
Despedida: Faleceu a 30 de junho de 2024, aos 97 anos, deixando um legado de otimismo e luminosidade na arte europeia.
Com uma carreira que se estende por mais de 70 anos, Cargaleiro expôs o seu trabalho em todo o mundo, em centenas de exposições individuais e coletivas.
Exposições Relevantes:
- 1954: Realiza a sua primeira exposição individual de cerâmica, em Lisboa.
- O seu trabalho foi exibido em galerias e museus de prestígio em cidades como Paris, Tóquio, São Paulo, Rio de Janeiro, Milão, Roma e Caracas.
- Foi objeto de grandes exposições retrospetivas em instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Casa de Serralves.
Obra Pública:
A sua arte integra o espaço público de forma marcante. É autor de painéis de azulejos de grande escala, como o da estação Champs-Élysées – Clemenceau do Metropolitano de Paris (1995) e o da estação Colégio Militar/Luz do Metropolitano de Lisboa (1988).
Prémios e Distinções (Seleção)
O seu imenso contributo para a cultura foi reconhecido com as mais altas condecorações de Portugal e de França, entre muitos outros prémios.
- Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal).
- Grã-Cruz da Ordem do Mérito (Portugal).
- Officier des Arts et des Lettres (França, 1984).
- Chevalier des Arts et des Lettres (França).
- Medalha de Prata na Exposição Internacional de Bruxelas (1958).
- 1º Prémio no Salon National des Beaux-Arts, Paris.
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