Descrição
Noronha da Costa – Tinta celulósica sobre tela 97 x 130 cm.
Luís António de Souza de Noronha da Costa (1942-2020) foi um aclamado artista plástico, arquiteto e cineasta português. Nascido e falecido em Lisboa, a sua obra é uma das mais originais da arte contemporânea em Portugal, marcada por uma profunda investigação sobre a natureza da imagem e os mecanismos da percepção. O seu estilo é inconfundível, caracterizado pela criação de imagens “desfocadas” ou veladas, que exploram a fronteira entre o visível e o invisível.
Formação
A sua formação de base foi em Arquitetura, curso que concluiu na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL) em 1968. Esta formação é fundamental para compreender a sua abordagem à estrutura, ao espaço e à luz, elementos centrais em toda a sua obra, seja na pintura, no cinema ou na arquitetura.
Exposições Relevantes:
- 1970: Representou Portugal na XXXV Bienal de Veneza, um marco decisivo na sua carreira internacional.
- 1969 e 1971: Participou na Bienal de São Paulo, Brasil.
- 1969: Participou na VI Bienal de Paris, França.
- Grandes Retrospectivas: A sua obra foi objeto de importantes exposições antológicas em instituições de referência, como a Fundação Calouste Gulbenkian (1988) e o Museu de Arte Contemporânea de Serralves (2003).
- O seu trabalho foi exibido em inúmeras galerias e museus em Portugal e internacionalmente, em cidades como Londres, Amesterdão e Bruxelas.
Prémios e Distinções:
Ao longo da sua carreira, o seu trabalho inovador foi reconhecido com alguns dos mais importantes prémios de arte.
- Prémio Soquil para as Artes Plásticas (1969), um dos mais prestigiados prémios da época.
- Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA) (1990).
- Prémio de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (2007).
O seu legado é o de um artista pensador, cuja obra não se limita a representar o mundo, mas questiona a própria forma como o vemos e construímos a realidade através da imagem.
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